Benvenuti

Questa è una comunità dei partecipanti del Circolo Emilia-Romagna di San Paolo - associazione collegata alla Regione Emilia-Romagna, in cui lo scopo è quello di mantenere il rapporto tra i suoi membri e la regione di origine. Questa comunità è un mezzo di comunicazione tra i nostri associati e un mezzo di promozione del nostro Circolo, della Regione Emilia-Romagna e delle sue province.



Esta é uma comunidade dos participantes do Circolo Emilia-Romagna de São Paulo - associação vinculada a Região da Emilia Romagna (Itália), cujo objetivo é manter o relacionamento entre seus membros e a região de origem.Esta comunidade é mais um meio de comunicação, onde lançamos oportunidades de bolsa de estudos e estágios para descendentes da nossa região, propomos e divulgamos atividades internas, nos conhecemos e interagimos com novos membros.



terça-feira, 17 de abril de 2018

Bologna, “la Dotta”

Bologna é uma das cidades mais importantes da Itália, tanto do porto de vista cultural como do econômico. É a capital da Região Emilia-Romagna e conta hoje com cerca de 300.00 habitantes em sua área urbana. A sua origem remonta à época dos etruscos (século IV AC), denominada Felsina, tendo sido uma das mais importantes cidades da Pianura Padana.

Após a ocupação da cidade pelos Celtas, ela passou a se chamar Bononia, termo que vem da palavra celta bona que significa “lugar fortificado”. Com a chegada dos romanos em 189 a.C a cidade se transformou e se expandiu. Mas foi na Idade Média que teve a sua máxima glória e se tornou um dos centros europeus mais populosos e culturalmente ativos. Neste período foi criada a Universidade.



A cidade de Bologna é hoje conhecida também por alguns termos que são originários da antiga Universidade: “la Rossa” (a vermelha), “la Grassa” ( a gorda) e “la Dotta” (a culta).

“la Rossa” pelo reflexo que a cor dos tijolos de suas construções imprime à cidade e pela sua conotação política, particularmente nos anos 60 e 70, em função das manifestações estudantis.

“la Grassa” porque ama a boa cozinha, pela sua tradição gastronômica já famosa na Idade Média e enriquecida nos períodos subseqüentes graças à forte  influencia dos universitários.

“la Dotta” porque abriga a Universidade mais antiga do mundo ocidental.

Segundo um comitê de historiadores, criado e dirigido pelo famoso poeta Giosuè Carducci, a Universidade nasceu em 1088, época em que os mestres de Gramática, Retórica e Lógica começaram a se interessar pelo Direito. Os primeiros estudiosos foram os juristas Pepone e Irnerio, conhecido como “lucerna iuris”,  que se dedicou ao estudo de textos de Direito Romano Justiniano e criou a Escola de Jurisprudência.

A Universidade de Bologna nasce então, como uma organização livre e laica criada diretamente pelos estudantes.  Estes escolhiam e pagavam diretamente os docentes, no início, através de uma oferta denominada “collectio”. O pagamento ocorria desta forma porque sendo a Cultura um dom de Deus, ela não poderia ser vendida, ou seja, os docentes não poderiam receber um pagamento efetivo para transmitir a Cultura aos alunos e sim uma doação. Posteriormente este pagamento passou a ser feito através das instituições públicas. Inicialmente as aulas eram ministradas na própria residência dos professores. Os estudantes se agruparam em associações chamadas “universitas” (de onde se origina o termo Universidade) onde existiam subdivisões que abrigavam os alunos de mesma origem chamadas de “nationes”, divididas em intramontanas (dos italianos) e ultramontanas (dos estrangeiros). Estas duas divisões, por sua vez,  se dividiam em corporações ou “nationes”  com base na sua origem: dos Franceses, dos Espanhóis, dos Catalães, dos Toscanos, dos Lombardos, dos Romanos, etc. Já no século XII existiam 17 subnações intramontanas e 14 ultramontanas.




Na seqüência do tempo, a Universidade agrupou o Direito Romano ao Direito Canônico, e posteriormente, quando foram introduzidas outras disciplinas científicas e artísticas, as denominações mais utilizadas foram as da Universidade dos Juristas e Universidade dos Artistas. A Universidade de Bologna foi a primeira da Europa e se pode dizer que dela, assim como posteriormente da de Paris, derivaram todas as outras universidades européias, organizadas no mesmo conceito de ensino livre. A cidade de Bologna deve à ela a sua fama e o seu desenvolvimento.

Como testemunha da forma de criação da Universidade, no palácio do “Archiginnasio”, a sede histórica da Universidade construído no século XVI na Piazza Galvani, vizinha à Piazza Maggiore, abriga um complexo heráldico de quase 600 bandeiras estudantis e inscrições de homenagem aos professores. Está ativo ainda hoje também o “Collegio di Spagna”, fundado em 1364 pelo cardeal Egidio Albornoz para abrigar os estudantes espanhóis, certamente o mais famoso entre os numerosos colégios fundados entre os séculos XIII e XVII.



Estudaram na Universidade alguns dos mais famosos nomes da literatura italiana: Dante Alighieri, Francesco Petrarca, Guido Guinizelli, Cino da Pistoia, Cecco d´Ascoli, Re Enzo, Salimbene da Parma, Coluccio Salutati, San Carlo Borromeo, Torquato Tasso, Laura Bassi, Carlo Goldoni, Giosuè Carducci, Umberto Eco. Frequentaram também a Universidade Pico della Mirandola e Leon Battista Alberti,  Niccolò Copernico lá estudou Direito Pontifício.

Nos anos subseqüentes estudaram lá também muitos estrangeiros ilustres entre os quais Thomas Becket, Paracelso, Erasmo de Roterdã, o Papa Nicolau V, Raimundo de Penaforte, Albrecht Durer e  tantos outros.

O curso de Medicina merece uma menção especial: ele foi incluído no curso de Artes, através de uma Bula papal, em 1219. Ainda hoje, no brasão da Universidade figuram no canto superior direito a imagem de São Cosme e São Damião, patronos dos médicos e dos farmacêuticos e protetores da Escola de Medicina. Estes santos eram dois irmãos cristãos da Síria e se atribui à eles o milagre do transplante de membros e muitos outros. Morreram martirizados a mando de Diocleciano.

É interessante saber que na época eram três os ensinamentos da Medicina: a prática, a teoria e a astrologia, ou seja, o estudo da influencia dos astros sobre a saúde. Graças à este ultimo ensinamento se iniciaram os primeiros impulsos para os estudos astronômicos cujo estudante mais famoso foi Copérnico que iniciando o curso como estudante de Direito e de Medicina em seguida, lançou as bases da astronomia moderna.

Com o passar dos anos é dada grande importância à cirurgia considerada inicialmente como matéria alternativa. A cirurgia se difunde nas aulas de Ugo Borgognoni e, em particular, nas de seu filho, o frade dominicano Teodorico de Lucca (1205-1298), cuja tumba se encontra na igreja de São Domingos. Teodorico difundiu o uso da “spongia somnifera”, um anestésico para aliviar a dor da operação e modificou o tratamento dos ferimentos. Foi neste período que os mestres de Medicina assumiram o título de Doutores e mais tarde de professores. Ao cirurgião Guglielmo da Saliceto (1210-1277) se deve o mérito de haver publicado um texto sobre a pratica cirúrgica.

Começaram  em seguida a pratica das dissecações anatômicas, primeiro em animais e depois em corpos humanos, práticas estas já esquecidas desde o período romano. O ensino da anatomia inicialmente acontecia nas casas dos docentes e apenas em 1637 vem a ser construído um verdadeiro Teatro Anatômico, dentro do prédio do “Archiginnasio”. Os cadáveres não eram mais de bologneses mas sim de prostitutas ou de pessoas condenadas à morte ou de pessoas sem família e, algumas vezes, lançavam mão de cadáveres roubados nos cemitérios. Como testemunhas destas autópsias existem pinturas desta época nas quais os  mestres aparecem sentados em uma poltrona tendo em mãos o livro de anatomia e em frente uma mesa com um cadáver deitado e um cirurgião, ou um barbeiro, com a faca em mãos seccionando o corpo.



Mondino de Liuzzi (1270-1325), discípulo de Taddeo Alderotti e leitor da Medicina Pratica introduz o ensino regular da Anatomia como fundamento indispensável do “curriculum studii” para os médicos e em 1316 escreve “Anothomia” o primeiro e mais famoso texto de anatomia em todas as Universidades até o século XVI. O seu trabalho contribui muito para incrementar a fama da Escola de Medicina e Anatomia da Universidade de Bologna.


No século XVIII, com a Revolução Industrial, a Universidade promove o desenvolvimento científico e tecnológico. Neste período retorna aos estudos Luigi Galvani que, com  Alessandro Volta, Benjamin Franklin e Henry Cavendish, foram os fundadores da Eletrotécnica moderna.

O período que se segue ao nascimento do Estado Unitário Italiano, é para a Universidade de Bologna, uma época de grande impulso onde se destacam as figuras de Giovanni Capellini, Giosuè Carducci, Giovanni Pascoli, Augusto Righi  e outros.

Em 1888 se celebrou o oitavo centenário da criação da Universidade, evento grandioso que reuniu em Bologna representantes de todas as universidades do mundo para homenagear a Mãe das Universidades. A cerimônia se transformou numa festa internacional de estudos uma vez que as universidades reconhecem em Bologna as suas raízes, os seus elementos de continuidade e os ideais comuns de progresso.

A Universidade manteve esta posição centralizadora na cena da cultura mundial até o período entre as duas grandes guerras, quando outras realidades começam a dominar o campo das pesquisas e da formação. Ela é chamada a se relacionar com as instituições dos países mais avançados empreendendo um percurso de atualização e crescimento. Entre os desafios coletados a Universidade se empenhou no confronto com a nova dimensão européia que conduziria  às inovações do sistema universitário.

Em 2017 a Universidade hospedava 79.138 estudantes e se encontrava articulada segundo uma estrutura “multicampus” com sedes em Bologna, Cesena, Forli, Ravenna e Rimini além da sede de Buenos Aires na Argentina. Fazem parte da sua “Alma Mater” também algumas escolas superiores, institutos e colégios entre os quais o Colégio Superior, estruturas para pesquisa e uma rede de serviços bibliotecários, de museus e lingüísticos.

Por Annalisa Fazzioli Tavares

domingo, 25 de março de 2018

Jantar de Outono

Circolo Emilia-Romagna di San Paolo



Antepasto + Entrada + 1º Prato + 2º Prato + Sobremesa 

ANTEPASTO

Gnocco frito
Prato típico da Emilia Romagna, também chamado de crescentina, torta frita o chisulèn, dependendo da província; serviremos acompanhado de prosciutto, mortadela e salame

ENTRADA

Tortelini in brodo
Massa fresca recheada de carnes de boi, porco e embutidos e servia em caldo de carne

PRIMEIRO PRATO – MASSAS - Escolha um único prato de massa a ser servido.

Tagliatelle al ragu - 
Massa fresca longa, servida com o tradicional molho ragu Emiliano, de carnes de porco, boi e pancetta

Cannelloni alla piacentina - 
Massa fresca recheada de ricota e espinafre com molho bechamel, gratinada ao forno

SEGUNDO PRATO – CARNE - Escolha um único prato de carne a ser servido.

Cotoletta alla bolognese - 
Filé de vitela, fino, empanado com presunto e parmesão, servido com toque de molho ao sugo

Stracotto com polenta - 
Clássico prato de carne lentamente cozida no vinho, acompanha polenta mole

SOBREMESA

Torta tenerina - 
Torta de chocolate úmida e intensa, servida com delicado creme de mascarpone


R$125,00 por pessoa (bebidas não inclusas)


Dia 7 de Abril de 2018 às 20h00
Ristorante Buttina
Rua João Moura 976 - Pinheiros - São Paulo

RSVP até 2/4    circolo@emiliaromagna.com.br

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

FILM DI CASA NOSTRA: O Retorno de Don Camillo


O Circolo Emilia-Romagna di San Paolo convida para a exibição da sessão FILM DI CASA NOSTRA:

O Retorno de Don Camillo

Dia: 22.02.2018

Horário: 19h00

Local: R. Frei Caneca, 1071 - Consolação, São Paulo - SP, 01307-003 - ICIB

Filme em italiano, legendado em português.

R.S.V.P: Pede-se gentilmente a confirmação da presença pelo email circolo@emiliaromagnasp.com



“C’era una volta un paesino…” ("Era uma vez um pequeno vilarejo ...") Assim começou um dos filmes da série de Don Camillo e Peppone, criado a partir da imaginação do escritor emiliano Giovannino Guareschi.

Recordem-se das emoções dos filmes em preto e branco, das vicissitudes tragicômicas quotidianas, das expressões caricaturizadas de personagens fictícios e tanto familiares? O que se segue é um passeio para descobrir a Emilia-Romagna por meio de quadros.


E, em particular, este filme nos leva para as margens do grande rio, na baixa reggiana: Brescello. Set, como muitos outros, da Emilia-Romagna cinematográfica, icônica e vital, começando diretamente da Praça Matteotti, fulcro dos animados confrontos entre dois símbolos da Itália do passado.

Neste vilarejo, onde a terra é dura e a vida é difícil, o Padre Don Camillo (Fernandel) e o prefeito Peppone (Gino Cervi) estão sempre brigando pela liderança da comunidade. Divididos pela política (de uma Itália pós-bélica dividida entre PC e DC), ambos se admiram muito em segredo, o que sempre rende situações hilárias entre os dois: Quando o prefeito resolve criar a “A Casa do Povo”, Don Camillo briga pela obra da “Cidade Jardim”, destinada aos pobres – e assim, a briga entre ateus e católicos, ricos e pobres, e muitas outras confusões vão construindo essa deliciosa história baseada em personagens reais e cheias de boas gargalhadas.

“LA STAMPA A RUGGINE DELLA ROMAGNA”

A ESTAMPARIA TRADICIONAL DE TECIDOS DA ROMAGNA

Desta vez não vamos falar da enogastronomia da Emilia-Romagna embora esta seja uma das excelências da Região e de não termos ainda esgotado o tema. Vamos falar ainda da Romagna mas de seu artesanato e seu folclore.

“Não existe diferença substancial entre o artista e o artesão; o artista é um artesão inspirado”
Walter Gropius

A estamparia manual de tecidos utilizando o óxido de ferro (ferrugem) como corante é uma técnica muito antiga e pensamos que tenha se iniciado no século XVIII quando camponeses da Romagna cobriam os seus animais, para protegê-los do frio, com panos com a estampa de Santo Antonio Abade, protetor do mundo agrícola e dos animais.




OS MOLDES

Os moldes para a execução das estampas são feitos em madeira. De acordo com a tradição na execução dos moldes se adota a técnica semelhante à das matrizes de xilogravura (madeira entalhada). A madeira mais comumente usada para este fim é a da pereira por ser fácil de entalhar e abundante na região, além de apresentar poucos nós e ser resistente aos golpes das marretas de madeira utilizadas no processo da estampagem. A madeira precisa estar bastante seca e envelhecida de forma a manter a forma por um longo período. A profundidade dos entalhes é de cerca de 5 a 7 mm. Os moldes normalmente reproduzem temas mais clássicos, tanto florais (folhas, cachos de uva, folhas de videira, espigas de trigo, romãs) como animais (galos, bois, faisões, pássaros) não faltando também elementos da vida cotidiana e também formas geométricas.




AS TINTAS

A tinta usada para a estampagem é uma mistura obtida a partir do ferro oxidado com vinagre ao qual são adicionados sulfato de ferro e farinha de trigo. As quantidades variam de acordo com a tonalidade que se deseja obter e que pode variar do ocre ao laranja. É o óxido de ferro (ferrugem) que dá o nome à estampa tradicional (stampa a ruggine). Atualmente, mesmo com o processo tradicional de estampagem que estamos tratando aqui, são utilizadas outras cores tais como o azul e o verde que são obtidas com a utilização de óxidos de outros metais.

OS TECIDOS

Os tecidos utilizados para a estampagem, na sua origem, eram tecidos feitos com fibras de cânhamo cultivado nos campo e tecido em teares caseiros, tratando-se portanto de uma atividade essencialmente familiar. Além do cânhamo muitas vezes se utilizava o linho e o algodão e mais modernamente, em alguns casos isolados, a seda. As origens do processo são essencialmente pobres, camponesas como atestam os materiais empregados. Dos panos para proteção dos animais, em sua origem, a estamparia com oxido de ferro passou a ser utilizada para embelezar as residências na forma de cobertas de cama, toalhas de mesa, toalhas de banho, aventais, etc.






O PROCESSO DE ESTAMPAGEM

Para a estampagem propriamente dita, o tecido é estendido sobre uma mesa forrada por uma grossa camada de feltro. A função desta camada de feltro é a de permitir uma melhor acomodação do tecido ao estampo possibilitando assim a qualidade da impressão. Com o tecido já colocado sobre a mesa, o artesão coloca, com o auxilio de uma espátula,  uma pequena quantidade de tinta com consistência pastosa sobre uma superfície lisa, normalmente de pedra, com dimensões adequadas ao tamanho dos moldes. A seguir ele coloca o molde sobre a camada de tinta de forma a preencher toda a face do molde com a tinta em uma camada fina e uniforme. Uma vez recoberto pela tinta, o molde é colocado pelo artesão, com a mão firme, sobre o tecido, na posição definida para a estampagem. A seguir, com a outra mão empunhando uma marreta de madeira de cerca de 3 ou 4 quilos ele golpeia algumas vezes o molde. Esta operação deve ser feita com gestos rápidos e precisos de forma a garantir a perfeita transferência da tinta contida no molde para o tecido, até o termino da decoração desejada que pode ser feita tanto com a repetição sequencial do mesmo molde como intercalada com outros moldes. Uma vez terminada a estampagem o tecido é colocado em varais para a secagem. Após a secagem, que pode levar alguns dias, procede-se à operação de fixação da tinta sendo mergulhado em um recipiente contendo uma solução de soda cáustica. A seguir o tecido é enxaguado para retirada da soda remanescente, procedendo-se depois a secagem e acabamento.






CONCLUSÕES

Como vimos acima o artesão é então um artista no momento em que cria e entalha o  desenho no molde de madeira, torna-se um refinado alquimista quando prepara a tinta  para a impressão, demonstra sua grande habilidade como artesão quando coloca o tecido sobre a mesa de estampagem, ao colocar a tinta no molde, nem muito nem pouco, ao evitar falhas no tingimento, ao bater a pesada marreta sobre o molde de forma que a tinta penetre uniformemente na fibra têxtil.

Tudo o que acabamos de descrever se refere ao método de estamparia tradicional da Romagna que ainda hoje é utilizado destas forma por diversas empresas. Este método entretanto, por utilizar muita mão de obra e produtos naturais em todo o processo acaba tornando o produto muito oneroso. Em função disto surgiram várias empresas que começaram a reproduzir os desenhos originais da estamparia tradicional utilizando equipamentos e materiais industrializados (tecido e tintas) oferecendo estes produtos no mercado por um preço reduzido. Estes produtos, obviamente, não tem a qualidade artística e o valor histórico dos originais não devendo com ele ser confundido.

É necessário portanto reconhecer os tecidos efetivamente estampados à mão. Vamos descrever alguns conselhos para se verificar se o tecido foi produzido conforme a técnica artesanal DOC:

-Primeiramente verificar se o desenho pode ser visto em ambas as faces do tecido, porque só não produção artesanal tradicional isto ocorre, uma vez que a tinta, pelo modo de estampagem, impregna toda a espessura do tecido.

-Uma estampa feita à mão deve apresentar nuances de cor e imperfeições devido à colocação manual do molde sobre o tecido, a repetição do mesmo desenho pode apresentar alguma diferença em uma estampa e outra.

- Atenção também à cor: aquela das estampas industrializadas se reconhecem por serem planas e uniformes ao contrário da estampa manual onde a cor é necessariamente sujeita à nuances e com uma distribuição não homogênea.

Em resumo, uma estampa manual produz na verdade uma peça única que nenhuma produção industrial, por mais bem feita que seja, será equivalente.

Como forma de proteger a originalidade desta produção artesanal, em 1997, um grupo de artesãos de Rimini se juntou aos demais produtores da Romagna fundando a Associação dos Estampadores das telas Romagnolas (Associazione Stampatori Tele Romagnole), que representa as empresas que utilizam o procedimento produtivo tradicional, garantindo o respeito deste método de produção protegendo-as das falsificações e salvaguardando os produtores históricos que hoje se limitam a cerca de uma dezena.

Como pudemos ver acima podemos concluir que:

A pobreza não impede que se criem coisas belas, pelo contrário, a engenhosidade é estimulada por ela.

Por: Annalisa Fazzioli Tavares

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Vinhos e Queijos da Emilia-Romagna


Vini e Formaggi dell’Emilia-Romagna

Entre os apreciadores da gastronomia é difícil dizer quem não tenha procurado, nas gôndolas de um supermercado ou empório, produtos da alta gastronomia, como Presunto de Parma (Prosciutto di Parma), Aceto Balsamico di Modena e o Parmigiano Reggiano. É provável que grande parte das pessoas os associe à Itália, mas desconheça a origem, a história e a tradição desses produtos e sua terra de origem.  Essas iguarias, internacionalmente conhecidas, são produzidas na Emilia-Romagna, localizada no Centro-Norte da Itália, uma das regiões economicamente mais importantes de toda a Europa.  Ainda que a região seja extensamente industrializada, essa posição de destaque se deve em grande parte pela produção agrícola, conhecida pela alta qualidade e segredos de produção, também artesanal, escondidos a séculos a sete chaves pelos produtores.

A Itália é um dos maiores produtores de vinhos do mundo, alternando-se na primeira posição com a França. Neste contexto a Emilia-Romagna se destaca, sendo uma das maiores regiões produtoras do país.  Apesar dessa relevância, os vinhos da região são pouco conhecidos no Brasil. Para propagar a cultura do vinho e, em especial, de nossa região, nos próximos meses traremos mais informações sobre uvas e vinhos típicos, cuja exportação tem crescido muito nos últimos anos.

Na última sexta-feira, 26, nossos amigos da Associação Emiliano Romagnola Bandeirante de Salto e Itu apresentou, na Sede da Sincomércio – Itu, o evento "Vinhos e Queijos da Emilia-Romagna".

A noite contou com uma palestra, fruto de extensa pesquisa realizada pelo Dr. Amauri Arfelli, Consultor da Consulta dos Emiliano-Romagnoli no Mundo, e com degustação de vinhos e queijos da região.

Alguns dos vinhos degustados nessa noite foram trazidos diretamente da Emilia-Romagna e em breve estarão disponíveis para venda no Brasil. Outros já podem ser encontrados na "Vinho & Afins", parceiros do Circolo Emilia-Romagna di San Paolo.

Seguem algumas fotos do evento realizado,aproveitando para informar os interessados que, devido ao sucesso, está programado novo workshop para o dia 23.02.2018 (detalhes serão divulgados oportunamente).

Album de fotos!

   
 




  






   







 





Nas próximas semanas iremos divulgar mais detalhes sobre cada um desses vinhos, para que todos tenham a oportunidade de conhecer os vinhos da nossa região!

Já publicamos aqui uma matéria para mostrar as diferenças entre o Parmigiano Reggiano e o Grana Padano, dois dos mais famosos queijos Made in Italy! Quem quiser ler ou recordar é só clicar no link: http://bit.ly/2nJfaf9

Para os mais curiosos disponibilizamos dois vídeos em italiano:
Parmigiano Reggiano - https://vimeo.com/30384405
Grana Padano  - https://www.youtube.com/watch?v=_p731PjdAio

Agradecemos imensamente aos amigos da Associação Emiliano Romagnola Bandeirante de Salto e Itu, e aos nossos parceiros "Vinho & Afins", "Azienda Agricola Il Casello" e "Maria Galassi Organic Winery".

Por: Adriana De Lucca